O que dizem os representantes das empresas

Finalmente podemos ver e ouvir sobre o já famoso Atlantic International Satellite Launch Programme sem o “filtro” história da Disney com o qual temos vindo a ser presenteados pela imprensa nacional. Se do evento Portugal Space 2030 promovido pela ESA BIC (Business Incubation Centre) amplamente divulgado on-line (com direito a publicidade paga no Facebook e tudo), a imprensa apenas espremeu o anúncio da Portugal Space – agência espacial portuguesa, talvez não tenham estado atentos ao nível de amadorismo e falta de preparação revelado neste vídeo a partir do minuto 35′ (pode ver-se anteriormente a intervenção de Gui Menezes, mas ignoremos momentos ainda mais constrangedores e passemos diretamente ao que interessa): Continue a ler “O que dizem os representantes das empresas”

O Pai Natal mariense

O Pai Natal trouxe um upgrade a este site que irá permitir uma maior divulgação e também outra visibilidade à comunidade internacional com a possibilidade de tradução do seu conteúdo.

Continuaremos a publicar tudo o que se passa relativamente ao projeto do porto espacial, estando já alinhavadas publicações sobre o anúncio da agência espacial portuguesa e, claro, sobre o que se disse acerca do projeto no evento Portugal Space 2030 em Coimbra no passado dia 21 de Dezembro.

Outras secções estarão disponíveis no início do próximo ano: multimédia – os vídeos de notícias e programas alusivos ao projeto, e informação organizada relativa a outros portos espaciais.

Por agora, desejos de Boas Festas, patrocinadas por esta genial imagem que surgiu no Facebook.

Quem avalia o impacto ambiental?

Notícia do Açores 24 horas no rescaldo da audição do secretário com a tutela da Ciência e Tecnologia pedida pelo Bloco de Esquerda.

“É previsível que estes estudos de impacto ambiental sejam, numa primeira fase, apresentados pelas empresas e, depois, se for caso disso do ponto de vista legal, poderão ser aprofundados, mas será sempre a direção regional do Ambiente, que é a autoridade do Ambiente nos Açores, a fazer a avaliação”, avançou Gui Menezes.

Não era totalmente inesperado, era até óbvio considerando os prazos delineados no âmbito do concurso Atlantic International Satellite Launch Programme, não deixa contudo de ser chocante como se avança esta informação com tal desfaçatez. Se havia alguma esperança quanto à credibilidade do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) a ser realizado, torna-se agora claro para todos que o resultado será favorável à concretização do projeto, porque motivo havia o interessado de dar um parecer negativo?

António Lima, do BE, perguntou ao governante para quando estavam previstos os estudos de impacto ambiental e de segurança, alegando que faltam “cinco meses” para a assinatura do contrato e que estas questões “já deviam estar definidas”. No entanto, Gui Menezes disse que “os prazos são indicativos” e que “pode haver necessidade de adiar algumas das fases, caso o Governo Regional não se sinta confortável com questões de enquadramento jurídico”.

O Governo Regional dos Açores (GRA) salvaguardará certamente o seu direito à decisão na Lei do Espaço regional que todos aguardamos ansiosamente por ler. Não sendo expectável uma posição de força por parte da Direção Regional do Ambiente (DRA) ou do próprio GRA, poderá sempre protelar o processo de forma a inviabilizá-lo considerando o avanço que os outros concorrentes a porto espacial em território europeu já detêm. Considerando ainda a atual fragilidade política do GRA, bem como uma maior sensibilidade da Região para com questões de índole ambiental, será a pressão da opinião pública, já bem atenta a esta questão, a ditar a postura da tutela.

Há outro fator ainda não abordado na operação de um porto espacial: a necessidade de um seguro que cubra todos os danos, pessoais e materiais, decorrentes da atividade afeta ao porto espacial, para haver atribuição de licenciamento. Considerando a promessa do Dr. Luís Santos da EMA de que nenhum mariense teria que sair das suas casas, aguardemos para saber quem estará disposto a segurar este projeto, literalmente.

 

Adenda: vale a pena também consultar o artigo do Público sobre este assunto.

A palavra mais usada pelos marienses é…

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Oportunidade? Sim, esta polémica poderá representar um ponto de viragem, o momento decisivo para os marienses tomarem as rédeas do seu destino, arregaçarem as mangas na construção de um futuro próspero, deixarem de acreditar em contos de ficção científica e trabalhar em conjunto numa estratégia sustentável para a Ilha. Vamos mesmo aceitar que a decisão não passa por nós e que somos meros peões nesta matéria? Que temos que estar quietos e calados na esperança de conseguir algumas migalhas de um bolo de centenas de milhões de euros?
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Uma no cravo, outra na ferradura

A paisagem é um recurso relevante, tanto na perspetiva ambiental como social, cultural e económica, constituindo-se como um fator identitário, quer para quem vive, quer para quem visita os Açores.

O Governo dos Açores publicou no dia 10 de Dezembro um “diploma pioneiro” no que diz respeito às políticas do território, no âmbito da proteção e gestão da Paisagem dos Açores, formalizada pela Resolução do Conselho do Governo n.º 135/2018 de 10 de dezembro de 2018. Continue a ler “Uma no cravo, outra na ferradura”