Satélites e exploração do mar profundo

O STARLab possui metas a nível científico que passam pelo estudo de fenómenos naturais e os seus potenciais impactos sistémicos e ambientais, e para tal prevê o desenvolvimento de soluções tecnológicas baseadas, nomeadamente, em microssatélites e na sua integração com plataformas robóticas de exploração do mar profundo.

Esta é a frase marcante do artigo do Jornal Económico de ontem relativamente aos vários negócios da China que foram ontem celebrados. Os 17 acordos assinados podem ser consultados no comunicado do Governo da República Portuguesa ontem emitido.

No concerne Santa Maria e a Região Autónoma dos Açores, está à vista uma combinação muito perigosa: o uso de satélites para exploração do mar profundo. Vejamos isto do prisma chinês: eles querem vir observar e estudar os nossos oceanos ou querem vir explorá-los? É simples, querem ferramentas (satélites) para saber como melhor tirar partido do Oceano Atlântico, nomeadamente para aplicarem de forma mais eficiente as técnicas de mineração em mar profundo. Uma base de lançamento de satélites em pleno Oceano Atlântico torna este processo muito mais barato.

Tentou-se romancear o AIR Center como uma iniciativa para estudo e observação do Oceano Atlântico, mas não sejamos ingénuos: o objetivo é a sua exploração económica.

Mais informação sobre os riscos da mineração em mar profundo poderá ser consultada aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *