A primeira distribuição de tachos

Aconteceu hoje a primeira assembleia geral da recém-criada Agência Espacial Portuguesa – a Portugal Space, esta manhã no Palácio das Laranjeiras em Lisboa. Segundo o comunicado publicado na página do Governo da República, serão estas as “instalações” da agência, sendo a sede em Santa Maria. De facto, ainda nada aconteceu em Santa Maria no que a isto diz respeito, inclusive, a cerimónia de assinatura da escritura teve lugar em Ponta Delgada, como é do conhecimento geral.

Luís Santos, da EMA Espaço, já se safou com um belo tacho sendo nomeado vice-presidente da Portugal Space. Não esquecemos a sua promessa, aquando da sessão de esclarecimento sobre o projeto a 13 de Setembro de 2018, de se mudar para Santa Maria com a sua família. Ora sendo a sede da Portugal Space em terras marienses, cá o esperamos para o ver trabalhar arduamente no nº1 do Bairro da Bela Vista, endereço que nem consta da página de contactos do site da agência, mas que figurou na escritura, como podemos ver abaixo.

Artigo 3º da escritura de constituição da Portugal Space
Artigo 3º da escritura de constituição da Portugal Space

O outro feliz contemplado açoriano é Arnaldo Machado, Presidente do Conselho de Administração da Associação NONAGON, que figurará no Conselho Fiscal da Portugal Space.

Para Santa Maria, ainda nem sequer um tupperware, e é uma pena. Já começa a ser difícil “vender” a ideia que esta epopeia espacial trará de facto benefícios, com os ânimos a refrear perante a óbvia constatação que a sede da agência espacial em Santa Maria, foi só para mariense ver.

Terminamos com notícias da base de Alcântara no Brasil, o cenário do acidente mais grave ocorrido numa base de lançamento de foguetões em 2003 que causou a morte a 21 pessoas. Do recente encontro entre Jair Bolsonaro e Donald Trump, entre outras coisas, saiu a oferta do brasileiro para a utilização desta base por parte da indústria norte-americano.

Na reportagem abaixo, ouvem-se os relatos de uma comunidade que foi expropriada no passado devido à construção da base e que receia ter de mudar novamente por causa deste acordo. É também referido como o projeto, na altura, avançou sem qualquer informação à comunidade e como não trouxe o progresso prometido. As coincidências com Malbusca são por demais evidentes, cada um que tire as suas ilações.

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