Dar voz ao desabafo

No rescaldo da sessão de esclarecimento de ontem, chegou-nos por e-mail uma perspectiva que tem sido deveras menosprezada pelos políticos locais e regionais: a ansiedade perante o futuro incerto da Ilha. O que alguns (cada vez menos) chamam de “oportunidade”, poderá provocar a saída de quantos?

Por onde começar?

Pela falta de respeito e demonstração de má-fé que é marcar uma sessão de informação com 3 dias de antecedência?

Pelo discurso simplista e repetido como se quem esteve presente fosse um bando de crianças?

Pelo empatar de tempo em respostas sem qualquer informação real?

Sim porque não houve informação real, concreta sobre nada.

Explicar as etapas do processo contratual não responde às questões das pessoas que vivem em Santa Maria e que querem saber o que vem, como, quando.

O “ainda não sabemos” continua a ser a frase mais dita, agora com uns rasgos de a culpa é dos jornalistas que passam informação errada. Ao que chegaram.

A meio da sessão pensei vou-me embora de Santa Maria.

Logo em seguida o pensamento de que se valerá a pena sair desta ilha e ir investir a minha energia e vida noutra ilha dos Açores quando temos no poder governantes que querem vender os Açores ao desbarato sem qualquer preocupação pelo que faz destas ilhas únicas, verdadeiros oásis no meio do Atlântico que a cada passo e decisão de lucro fácil as torna mais e mais numa miragem.

Esta noite não dormi, talvez a quem não tem consciência nem princípios o sono venha tranquilo, a mim, a preocupação com um futuro cada vez menos risonho, menos verde, menos azul, menos Açores tira-me o sono.

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